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APIs os Blocos de Construção Críticos para a Inovação Empresarial e sua importância na integração de sistemas

  • Foto do escritor: Illuminium  Nativis
    Illuminium Nativis
  • 24 de fev. de 2025
  • 4 min de leitura

Atualizado: 21 de out. de 2025


APIs os Blocos de Construção Críticos para a Inovação Empresarial


O que são APIs?


As APIs ou Application Programming Interfaces (Interfaces de Programação de Aplicações) são essencialmente portas de comunicação entre diferentes programas. Ou seja: quando um software (por exemplo, uma app no telemóvel) precisa de obter ou enviar dados de/para outro software ou servidor, ele usa uma API — um conjunto de regras, rotinas e protocolos que define como essa troca deve acontecer.


Imaginemos um exemplo bem simples: você abre no telemóvel uma app para ver a previsão do tempo. A app vai “pedir” a dados meteorológicos que estão noutro sistema (servidor). Essa “pedido-resposta” é feito via API: a app envia uma requisição (ex: “quero os dados do tempo para Lisboa”), o servidor responde com os dados (ex: “hoje vai haver sol, 23 °C”). Esse processo está formatado e controlado por uma API.


Como funcionam, em termos simples


Um sistema Cliente faz um pedido a uma API (ex: “dá-me estes dados”).


A API recebe esse pedido num endpoint (um endereço específico, tipo “/dados-tempo”).


A API fala com o sistema ou base de dados que contém os dados, processa o pedido.


A API devolve uma resposta ao cliente — normalmente num formato comum e fácil de usar (por exemplo JSON).


O cliente recebe os dados e os apresenta num formato amigável (por exemplo, na app de telemóvel).


Assim, a API faz o “meio-termo” entre o que o cliente vê/quer e os dados que estão no backend, escondendo a complexidade do que acontece por trás.

Importância das APIs na Inovação Empresarial e na integração de sistemas


As APIs têm um papel central para empresas que querem inovar ou modernizar os seus serviços. Aqui estão os aspetos mais importantes:


Permitem integração de sistemas: uma empresa normalmente utiliza muitos sistemas diferentes — por exemplo, um sistema de gestão (ERP), uma plataforma de e-commerce, CRM (gestão de clientes), aplicações móveis, etc. As APIs permitem ligar esses sistemas entre si, de modo que os dados fluam, evitando que fiquem “ilhados”.


Aceleram a transformação digital: com as APIs, novas funcionalidades e serviços podem ser criados e disponibilizados mais rapidamente. Podemos destacar que a pandemia acelerou este processo, pois muitas empresas tiveram de mover rapidamente operações para ambientes online — contact centers, serviços remotos, etc.


Criam ecossistemas digitais: ao permitir que parceiros ou outros sistemas externos se liguem via APIs, as empresas conseguem expandir o alcance dos seus serviços. Por exemplo, uma empresa pode abrir certas funcionalidades para que outros aplicativos as integrem via API, ou pode consumir serviços de terceiros via API.


Melhoram a experiência do cliente e a eficiência operacional: ao usar APIs, as empresas conseguem conectar os sistemas internos (por exemplo, inventário, pagamentos, logística) com os canais de contacto com o cliente (app, web, etc) de modo mais fluido, o que pode resultar em menos erros, menos duplicação de dados, e serviços mais ágeis.


Principais tendências e desafios associados às APIs

Tendências recentes


O modelo de segurança Zero Trust (“nunca confiar, sempre verificar”) está a tornar-se padrão para APIs: ou seja, cada pedido à API é verificado, mesmo que venha de dentro da rede da empresa. 


A adoção de inteligência artificial (IA) e machine learning para monitorar tráfego de APIs e detectar comportamentos anómalos em tempo real. 


A proliferação de APIs assíncronas, arquiteturas orientadas a eventos, e linguagens/tecnologias como GraphQL que permitem aos consumidores das APIs pedirem apenas os dados que precisam. 


A crescente necessidade de inventário e visibilidade (“observabilidade”) das APIs: saber quantas ones existem, quais estão ativas ou obsoletas, quem as usa. 


Mercado de segurança de APIs com forte crescimento: estudos indicam que este mercado crescerá a cerca de 18,7 % ao ano até 2030. 



Desafios


Com o aumento do uso das APIs, a superfície de ataque (os pontos vulneráveis que podem ser explorados) cresce significativamente. 


APIs “fantasma” ou descontroladas (“shadow APIs”): APIs que a empresa tem, mas não controla bem — por estarem “desdocumentadas”, por estarem obsoletas ou por terem sido deixadas à deriva. Isso cria vulnerabilidades. 


Ataques sofisticados que exploram lógica de negócio da API (por exemplo abusar de funções legítimas para roubo ou manipulação de dados) em vez de falhas clássicas de segurança. 


A necessidade de integrar segurança na fase de desenvolvimento (DevSecOps) para APIs, e não só considerar segurança como “algo para depois”. 


Exemplos de empresas que utilizam APIs para inovar ou otimizar operações


Google: disponibiliza APIs como o “Google Maps” ou “Google Drive” para que outros desenvolvedores integrem funcionalidades avançadas dos serviços Google nas suas apps e plataformas.


Uber: utiliza APIs para ligar motoristas, passageiros e sistemas de pagamento. Além disso, permite que parceiros integrem os seus serviços via API.


Stripe: empresa especializada em pagamentos online; disponibiliza APIs para que outras empresas integrem de forma simples e segura as funcionalidades de pagamento nas suas plataformas de e-commerce.


Ferramentas de segurança para APIs e melhores práticas para proteger dados


Ferramentas úteis


Salt Security: empresa que foca especificamente na segurança de APIs, oferecendo monitorização, deteção de anomalias e mitigação de ataques.


Cloudflare (por exemplo, com o seu “API Shield”): fornece funcionalidades como proteção contra DDoS, autenticação mútua TLS, etc.


Postman: ferramenta de desenvolvimento de APIs que também permite testar endpoints, inspecionar requisições e pode ser usada como parte da segurança no ciclo de desenvolvimento.


Melhores práticas simples 


Autenticação e autorização rigorosas: garantir que só pessoas/sistemas autorizados acedem às APIs (por exemplo com métodos como “OAuth 2.0”).


Criptografia de dados em trânsito: usar HTTPS/TLS para que os dados trocados via API não possam ser interceptados facilmente.


Monitorização contínua: observar o tráfego das APIs para detectar comportamentos anómalos (por exemplo, muitas requisições de um mesmo IP, ou pedidos incomuns).


Inventário atualizado das APIs: saber exatamente que APIs a empresa tem, se estão ativas ou obsoletas, se estão documentadas ou não.


Desenvolver segurança desde o início: em vez de só pensar em segurança depois de a API estar funcional, incorporá-la no processo de design e desenvolvimento (DevSecOps).


Adotar um conceito de “menor privilégio”: cada API só deve dar o acesso mínimo necessário — se precisa aceder a “dados clientes” que seja apenas isso, sem conceder tudo.


Testar as APIs regularmente: antes e depois de entrarem em produção, com testes automáticos, simulação de ataques, etc.


Conclusão


As APIs são verdadeiros blocos de construção da economia digital moderna: permitem que diferentes sistemas se comuniquem, que empresas inovem, e que serviços sejam entregues de forma rápida e integrada. Mas esse poder vem acompanhado de responsabilidades — especialmente no domínio da segurança. Se as APIs não forem bem geridas e protegidas, podem transformar-se num risco significativo para a empresa, para os seus clientes e para a sua reputação.


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