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🛡️O que é a NIS2 e por que ela importa para a Cibersegurança hoje?

  • Foto do escritor: Illuminium  Nativis
    Illuminium Nativis
  • 3 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura
O que é a NIS2 e por que ela importa para a Cibersegurança hoje?

✅ O que é a NIS2 e por que ela importa para a Cibersegurança hoje?


Nos últimos anos, temos ouvido cada vez mais falar sobre ciberataques, IA, ransomware, vazamento de dados, zero-days e outras palavras que parecem saídas de um filme de ficção científica. A verdade é simples: a nossa vida está cada vez mais digital, e isso significa que os riscos também cresceram.


Para tentar proteger empresas, serviços essenciais e até os cidadãos, a União Europeia criou uma legislação específica chamada Diretiva NIS. Em 2023 ela foi atualizada e reforçada — e assim nasceu a NIS2.


Mas afinal…


✅ O que é a NIS2?


A NIS2 (Network and Information Security Directive 2) é uma diretiva da União Europeia que estabelece regras obrigatórias de cibersegurança para empresas e organizações que prestam serviços essenciais ou importantes para a sociedade.


Ela não é opcional: os países da UE têm de adaptá-la às suas leis nacionais, e as empresas dentro do seu âmbito de aplicação têm de cumpri-la.


A NIS2 existe para:

  • aumentar a segurança digital na Europa;

  • reduzir o impacto de ataques cibernéticos;

  • melhorar a capacidade de resposta das empresas;

  • tornar mais difícil que ataques afetem setores essenciais (energia, saúde, transportes, etc.).


✅ Por que foi criada?


Porque os ataques cibernéticos crescem a um ritmo assustador.


Hoje, um ataque bem-sucedido pode parar:

  • um hospital,

  • uma cadeia de supermercados,

  • um serviço de abastecimento de água,

  • uma fábrica,

  • ou até serviços públicos.


E isso significa risco real para a sociedade.


A NIS2 surge justamente para garantir que as organizações que sustentam a vida moderna não falhem por falta de segurança digital.


✅ A quem se aplica a NIS2?


A NIS2 divide as entidades em dois grandes grupos:


1. Setores Essenciais


(onde uma falha afeta diretamente a sociedade)


Inclui, por exemplo:

  • Energia

  • Saúde

  • Transportes

  • Bancos e finanças

  • Água e resíduos

  • Infraestruturas digitais

  • Administração pública

  • Espaço e telecomunicações


2. Setores Importantes


(que não param o país, mas podem causar danos relevantes)


Inclui:

  • Indústria alimentar

  • Serviços postais

  • Fabricantes críticos

  • Serviços de gestão de resíduos não perigosos

  • Empresas de certos setores tecnológicos

  • Fornecedores de serviços digitais e TIC


Além disso, a NIS2 aplica-se geralmente a empresas de média e grande dimensão, mas algumas pequenas também podem ser incluídas caso cumpram certos critérios (por exemplo, se tiverem impacto relevante na cadeia de fornecimento).


✅ O que a NIS2 exige das empresas?


A diretiva não dá apenas conselhos: ela obriga. Algumas das principais exigências são:


✅ 1. Medidas mínimas de cibersegurança


Como:

  • autenticação forte,

  • gestão de acessos,

  • backups seguros,

  • segmentação de redes,

  • atualização regular de sistemas,

  • proteção contra malware,

  • criptografia quando aplicável.


✅ 2. Gestão de riscos


As empresas precisam identificar e avaliar riscos digitais que possam impactar as suas operações.


✅ 3. Resposta a incidentes


Precisam estar preparadas para reagir rapidamente a ataques.


✅ 4. Comunicação obrigatória de incidentes


Se acontecer um ataque, a entidade tem de comunicar às autoridades competentes em 24 horas (alerta inicial) e apresentar relatórios mais completos depois.


✅ 5. Responsabilidade da gestão


A administração (diretores, gestores, responsáveis legais) pode ser responsabilizada se a empresa não cumprir a NIS2.


✅ 6. Sanções mais pesadas


Multas semelhantes às do RGPD, podendo atingir milhões de euros.


✅ NIS2 e Cibersegurança no dia a dia

Para o público geral, a NIS2 significa que:

  • os serviços essenciais deverão tornar-se mais seguros;

  • as empresas terão de levar a cibersegurança mais a sério;

  • haverá mais transparência quando ocorrer um ataque;

  • incidentes que antes eram “varridos para debaixo do tapete” passam a ser comunicados oficialmente;

  • a Europa caminha para um ambiente digital mais confiável.

Para as empresas, significa:

  • responsabilidade,

  • investimento,

  • prevenção,

  • e adaptação.


É um passo importante para garantir que o mundo digital é seguro para todos — mesmo para quem nem sabe o que significa “zero-day”.


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